Resumo Minuto Regional
O mercado físico do boi gordo registrou alta nesta terça-feira, dia 6, impulsionado pela restrição na oferta de animais e pela necessidade dos frigoríficos em recompor suas escalas de abate. A situação atual é marcada por um cenário de desconforto para as indústrias, que mantêm programações curtas, variando entre cinco e sete dias úteis. Esse quadro de escassez tem forçado as unidades de processamento a elevar as indicações de compra para garantir o abastecimento, mantendo o viés de valorização da arroba no curto prazo.
O impacto dessa dinâmica é sentido diretamente nos principais estados produtores. Em São Paulo, o preço médio da arroba saltou de R$ 366,42 para R$ 375,58. Em Goiás, a cotação subiu de R$ 353,57 para R$ 358,57, enquanto em Minas Gerais o valor passou de R$ 360,29 para R$ 365,29. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi negociada a R$ 364,32, ante R$ 358,30 no dia anterior. Já no Mato Grosso, houve um ajuste de R$ 341,62 para R$ 345,88. A dispersão entre os valores praticados pelas diferentes indústrias permanece significativa.
No mercado atacadista, a carne bovina também apresentou valorização, sustentada pela reposição de estoques favorecida pela entrada de salários na economia. O quarto traseiro registrou alta de R$ 0,50, sendo cotado a R$ 28,50 por quilo. Por outro lado, os preços do quarto dianteiro e da ponta de agulha permaneceram estáveis, negociados a R$ 22,00 e R$ 20,50 por quilo, respectivamente. Especialistas apontam que a competitividade da carne bovina frente às proteínas de frango e suína, que possuem preços mais acessíveis, atua como um limitador para altas mais expressivas no varejo.
O cenário externo também compõe o panorama do setor. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que as exportações de carne bovina renderam US$ 1,226 bilhão em setembro, considerando 21 dias úteis. O volume total embarcado atingiu 195,188 mil toneladas, com um preço médio de US$ 6.284,70 por tonelada. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve uma queda na quantidade e no valor médio diário das exportações, embora o preço médio por tonelada tenha registrado um avanço de 11,9%.
Por fim, o câmbio influenciou as negociações do dia, com o dólar comercial encerrando a sessão em baixa de 0,49%, cotado a R$ 4,9771 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9451 e a máxima de R$ 4,9861 durante o pregão. A combinação entre a oferta restrita de gado no campo, a demanda interna aquecida pelo período de pagamentos e a volatilidade cambial define o ritmo atual das cotações, com a perspectiva de que a pressão por novos reajustes na arroba persista enquanto as escalas de abate permanecerem curtas.
Contexto da publicação
- Tema: Agro.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
Este resumo editorial foi elaborado a partir das referências listadas. Para conferir detalhes, contexto completo e atualizações, consulte a publicação original.




