Resumo Minuto Regional
A UPL Brasil lançou um novo inseticida, batizado de Sucessor, voltado ao controle de pragas que impactam a produtividade das culturas de soja, milho e algodão. O produto utiliza uma tecnologia de formulação própria, denominada Blast, que permite a combinação de ingredientes ativos que, tradicionalmente, apresentam dificuldades de compatibilidade. A promessa da fabricante é de que o inseticida atue com rapidez, combatendo insetos em um intervalo médio de 30 minutos a uma hora após a aplicação, além de oferecer um efeito residual prolongado.
O foco principal da solução é o manejo do complexo de percevejos e da cigarrinha nas lavouras de soja e milho, além do bicudo-do-algodoeiro, praga de grande relevância para a cotonicultura nacional. Segundo a empresa, a combinação de velocidade de ação e proteção duradoura tem o potencial de reduzir a necessidade de reaplicações nas áreas tratadas. Contudo, a eficácia real do produto pode variar conforme a espécie da praga, a pressão de infestação presente na área e as condições específicas de manejo adotadas pelo produtor.
O desenvolvimento do Sucessor foi um processo que durou mais de dez anos, envolvendo pesquisas e avaliações de campo em diversas regiões produtoras do país. Especialistas que acompanharam os testes, como o pesquisador Geraldo Papa, indicam que o desempenho do produto se equipara ao de outras soluções de referência no mercado para o controle de percevejos e do bicudo-do-algodoeiro. Em alguns ensaios, o desempenho foi apontado como superior, embora os dados técnicos completos, como índices de mortalidade e condições experimentais, não tenham sido detalhados.
A tecnologia Blast, central no desenvolvimento do produto, foi destacada pelo pesquisador Edivaldo Velini como um fator que garante a estabilidade da mistura e a eficácia dos ingredientes ativos sob as condições climáticas e operacionais brasileiras. A UPL Brasil reforça que o inseticida já possui registro para uso nas três culturas mencionadas, atendendo a uma demanda identificada junto a produtores e pesquisadores para o enfrentamento de infestações que ameaçam a produtividade agrícola.
Para a adoção do novo produto, a recomendação técnica é que o agricultor integre o uso do inseticida a estratégias de manejo integrado. Isso inclui o monitoramento constante das populações de insetos, a correta identificação das pragas, a observação dos níveis de ação e a rotação de mecanismos de ação para mitigar o risco de resistência. A aplicação deve seguir rigorosamente as doses recomendadas, as orientações contidas na bula e as especificidades de cada lavoura, garantindo que o uso do insumo seja feito de forma técnica e segura.
Contexto da publicação
- Tema: Agro.
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