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Petróleo fecha em queda e WTI para novembro fica abaixo de US$ 100

Agro•Atualizado há 19 d
Petróleo fecha em queda e WTI para novembro fica abaixo de US$ 100
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• O que aconteceu:Os contratos de petróleo encerraram a última sexta-feira (18) em queda, refletindo um dia de alta volatilidade nos mercados internacionais. Em Nova York, o barril do WTI para entrega em novembro recuou 1,18%, sendo cotado a US$ 96,08, o que o posicionou abaixo da marca de US$ 100. Já em Londres, o Brent para o mesmo mês teve baixa de 0,91%, fechando o pregão a US$ 103,87 por barril.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

Os contratos de petróleo encerraram a última sexta-feira (18) em queda, refletindo um dia de alta volatilidade nos mercados internacionais. Em Nova York, o barril do WTI para entrega em novembro recuou 1,18%, sendo cotado a US$ 96,08, o que o posicionou abaixo da marca de US$ 100. Já em Londres, o Brent para o mesmo mês teve baixa de 0,91%, fechando o pregão a US$ 103,87 por barril.

O comportamento dos preços foi influenciado pela expectativa de recuperação da infraestrutura saudita. O mercado monitora a previsão de que a Arábia Saudita consiga restabelecer cerca de metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste em poucos dias, após o equipamento ter sido danificado por um ataque recente. Contudo, a Saudi Aramco comunicou a clientes de refino na Europa que não realizará alocações de petróleo bruto para entrega no próximo mês, gerando incertezas sobre a oferta.

A análise da Dynamix Corporation aponta que o cenário atual pode representar um risco inédito desde 1973, com a possibilidade real de a Arábia Saudita ficar temporariamente fora do mercado. Esse fator de risco soma-se às tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz, onde foram registradas explosões e o Irã afirmou ter atingido o petroleiro Trend, de bandeira do Togo, sob a justificativa de uma tentativa ilegal de travessia na via navegável.

No âmbito diplomático, investidores aguardam os desdobramentos das negociações previstas para a próxima semana. Líderes dos países do Golfo devem se reunir com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. O resultado desses encontros é visto como um termômetro para a estabilidade da região e, consequentemente, para a precificação da commodity nos próximos períodos.

Enquanto isso, os impactos no consumo final já são sentidos em diferentes partes do mundo. Nos Estados Unidos, o preço do diesel alcançou o recorde de US$ 6,45 por galão, segundo dados da Associação Americana de Automóveis, enquanto a gasolina subiu para US$ 4,47, frente aos US$ 3,20 registrados há um ano. No Japão, a Associação de Petróleo local informou que as refinarias possuem suprimento garantido de petróleo bruto apenas até novembro.

O fechamento da semana consolidou um cenário de cautela, com o Brent acumulando perda de 0,71%. Em contrapartida, o WTI para outubro registrou leve alta semanal de 0,25%, enquanto o contrato para novembro subiu 0,15%. O mercado permanece atento à capacidade de resposta da oferta saudita e à segurança das rotas marítimas estratégicas, fatores que continuam a ditar o ritmo das negociações globais.

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