Resumo Minuto Regional
As buscas pela manicure Ivanilda Silva de Azevedo, de 47 anos, completaram duas semanas em Taquaritinga, no interior de São Paulo. A mulher está desaparecida desde a noite de 21 de setembro, quando foi vista pela última vez após sair de casa. O caso, que mobiliza as forças de segurança locais, é marcado pela angústia da família, que ainda aguarda respostas sobre o paradeiro da vítima e as circunstâncias exatas do ocorrido.
O desaparecimento foi notado após a última interação de Ivanilda com a filha, Lauana Vitória de Azevedo Borges dos Santos, às 23h36 daquele dia. No dia seguinte, o veículo da manicure foi localizado carbonizado em um canavial próximo à Estrada de Itagassava, na zona rural do município. Registros de câmeras de segurança captaram o automóvel na região, embora não tenha sido possível identificar o condutor. Vale ressaltar que, segundo familiares, Ivanilda não tinha o hábito de dirigir.
O principal desdobramento da investigação ocorreu na última sexta-feira (2), com a prisão de Wellington Rodolfo Pinheiro da Silva, de 38 anos, conhecido como Dendem. O homem, que era considerado amigo da vítima, confessou à Polícia Civil ter agredido a manicure com um soco, deixando-a desacordada em uma área de mata. Em seu depoimento, o suspeito alegou que o crime teria ocorrido após uma relação sexual e que ele teria incendiado o carro da mulher após o veículo ficar preso em uma ribanceira.
Apesar da confissão e das indicações fornecidas pelo suspeito, as equipes de busca não localizaram vestígios de Ivanilda até a última terça-feira (6). A família contesta a versão apresentada por Wellington, especialmente quanto ao suposto consentimento da vítima, e acredita na possibilidade de haver outros envolvidos no crime. A defesa do suspeito não foi localizada para comentar as acusações até o momento.
Para os familiares, a espera tem sido um processo doloroso. A filha da manicure relata que, embora a esperança de encontrá-la com vida seja mínima diante dos fatos narrados, o desejo atual é localizar o corpo para realizar um sepultamento digno. A família aponta que a falta de precisão nas informações prestadas pelo suspeito, que alega estar sob efeito de drogas no momento dos fatos, tem dificultado o trabalho das autoridades policiais.
As investigações seguem em curso pela Polícia Civil de Taquaritinga. As autoridades continuam realizando diligências na zona rural para encontrar o corpo de Ivanilda. Enquanto isso, a família aguarda o avanço do inquérito policial e a conclusão dos trabalhos periciais, buscando esclarecer a motivação do crime e garantir que os responsáveis sejam devidamente processados pela Justiça.
Contexto da publicação
- Localidade: Ribeirão Preto/SP.
- Tema: Segurança.
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