Resumo Minuto Regional
O dólar opera em alta na manhã desta quarta-feira (7), revertendo a trajetória de queda observada nos dois últimos pregões. A moeda americana no mercado à vista registrou valorização de 0,46%, sendo negociada a R$ 4,9989, após atingir a máxima de R$ 5,0099 durante o período. O movimento de alta ocorre em um cenário de instabilidade, marcado por um novo atraso na abertura das negociações na B3.
O desempenho da divisa é influenciado diretamente pelo avanço dos preços do petróleo e pela deterioração do ambiente econômico internacional. O mercado reage ao aumento dos juros dos títulos públicos dos Estados Unidos e da Europa. O T-bond de 30 anos atingiu 5,725%, renovando a máxima em 24 anos, enquanto o papel de 10 anos alcançou 5,346%. Esse comportamento reflete a preocupação global com a inflação persistente e a resiliência da atividade econômica americana.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio também pressionam o mercado financeiro. Declarações de autoridades iranianas sobre o Estreito de Ormuz e ataques reivindicados pelos Houthis contra alvos na Arábia Saudita elevaram a cautela quanto à segurança na navegação pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el-Mandeb. Essa região é estratégica, sendo responsável pela passagem de aproximadamente 12% de todo o comércio global.
No cenário doméstico, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou alta de 1,50% em setembro, acelerando em relação ao avanço de 0,06% registrado em agosto. O resultado foi impulsionado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que subiu 1,95%. Com esses números, o indicador acumula alta de 3,72% no ano e de 3,80% nos últimos doze meses, ficando ligeiramente abaixo da mediana das projeções do mercado.
A expectativa dos investidores agora se volta para a divulgação da ata do Federal Reserve, agendada para as 15h. As apostas atuais indicam 78% de probabilidade de manutenção dos juros americanos em outubro. No entanto, o mercado ainda precifica uma chance de 67,5% de elevação das taxas em dezembro. No Brasil, o chamado trade eleitoral permanece no radar, fator que pode atuar como um limitador para a valorização do câmbio após a queda acumulada de 4,62% nos dois dias anteriores.
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- Tema: Agro.
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