Resumo Minuto Regional
O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação comercial nesta segunda-feira (14). A ausência de negócios relevantes foi motivada pelo distanciamento entre as expectativas de compradores e vendedores, que mantiveram o mercado travado durante todo o dia. Segundo analistas de mercado, a falta de ofertas significativas por parte dos produtores impediu o fechamento de novos contratos, apesar de o cenário externo apresentar sinais de valorização.
Apesar da estagnação nas negociações físicas, houve uma leve melhora nas indicações de preços nos portos brasileiros, influenciada pela alta do dólar e pela estabilidade dos prêmios. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,1482 para venda, com valorização de 0,48%. Esse movimento cambial, somado ao desempenho positivo da Bolsa de Chicago, refletiu em ajustes pontuais nos valores praticados em diversas regiões produtoras do país.
No mercado físico, praças como Passo Fundo (RS) e Santa Rosa (RS) registraram altas, atingindo R$ 154,00 e R$ 155,00, respectivamente. Em Cascavel (PR), a saca subiu para R$ 150,00, enquanto em Rondonópolis (MT) o preço chegou a R$ 146,00. Nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), as cotações alcançaram R$ 161,00 e R$ 162,00. Em contrapartida, Dourados (MS) e Rio Verde (GO) mantiveram a estabilidade, com os preços fixados em R$ 145,00 e R$ 146,00, respectivamente.
Internacionalmente, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia em alta. O vencimento para novembro fechou a US$ 13,04 1/4 por bushel, com valorização de 0,59%. O mercado foi impulsionado pela disparada do petróleo, que superou a marca de US$ 100,00 o barril, e por preocupações climáticas nos Estados Unidos. O excesso de chuvas previsto para o Meio Oeste americano gera temores de atrasos na colheita da safra local.
A correlação entre a soja e o petróleo, intensificada pela produção de biodiesel, também sustentou as cotações. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou que as inspeções de exportação de soja somaram 672.759 toneladas na última semana, volume que superou as expectativas do mercado, que variavam entre 300 mil e 600 mil toneladas. O otimismo dos operadores também está atrelado à demanda chinesa por grãos americanos.
Os subprodutos da soja acompanharam a tendência de alta na CBOT. O farelo com entrega em dezembro fechou a US$ 356,20 por tonelada, um avanço de 0,96%. Já os contratos de óleo para o mesmo vencimento encerraram a 70,19 centavos de dólar, com ganho de 0,73%. O mercado segue atento aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e aos impactos das condições meteorológicas sobre a produtividade e a logística da safra americana, fatores que continuam a ditar o ritmo das cotações globais.
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- Tema: Agro.
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