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C&A é condenada a indenizar ex-funcionária que trabalhava em pé durante gestação; entenda

Santos•Cidades•Atualizado há 22 d
C&A é condenada a indenizar ex-funcionária que trabalhava em pé durante gestação; entenda
Em 30 segundos
• O que aconteceu:A Justiça do Trabalho de Praia Grande, no litoral de São Paulo, condenou a rede de lojas C&A a pagar uma indenização de R$ 18 mil a uma ex-funcionária que atuava como operadora de caixa em uma unidade da empresa localizada em um shopping da cidade. A decisão da 1ª Vara do Trabalho reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho, motivada por condições inadequadas de jornada e falhas no repasse de valores descontados em folha de pagamento.
• Onde:Santos/SP
• Quem é afetado:Moradores e comunidade de Santos
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A Justiça do Trabalho de Praia Grande, no litoral de São Paulo, condenou a rede de lojas C&A a pagar uma indenização de R$ 18 mil a uma ex-funcionária que atuava como operadora de caixa em uma unidade da empresa localizada em um shopping da cidade. A decisão da 1ª Vara do Trabalho reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho, motivada por condições inadequadas de jornada e falhas no repasse de valores descontados em folha de pagamento.

A sentença determinou que R$ 7 mil do valor total sejam destinados à reparação por danos morais, enquanto o restante corresponde a verbas rescisórias, incluindo FGTS, férias e 13º salário proporcional. A rescisão indireta, figura jurídica que funciona como uma "justa causa" aplicada ao empregador, foi acatada pelo juiz Francisco Charles Florentino de Sousa após a comprovação de que a empresa descumpriu obrigações contratuais e legais básicas.

O processo revelou que a trabalhadora, mesmo durante o período de gestação, era obrigada a permanecer em pé durante quase toda a jornada. Testemunhas ouvidas durante a audiência de instrução confirmaram que a loja disponibilizava apenas dois assentos para um grande contingente de funcionários, o que tornava a rotina exaustiva. A situação foi agravada pelo fato de a funcionária ter dado à luz em março de 2026, mantendo-se em condições laborais que ignoravam as necessidades físicas do período gestacional.

Além da questão ergonômica, a Justiça apontou irregularidades financeiras. A funcionária sofria descontos mensais em seu salário referentes a um empréstimo consignado, mas foi surpreendida por uma cobrança extrajudicial da instituição financeira, que alegava o atraso de parcelas. A empresa não conseguiu comprovar, dentro do prazo judicial estabelecido, que os valores retidos do salário da colaboradora haviam sido devidamente repassados ao banco, tornando o fato incontroverso para o magistrado.

O advogado Danillo de Oliveira Britto, que representou a trabalhadora, afirmou que a decisão judicial restabelece o equilíbrio entre as partes e reforça a necessidade de preservação da dignidade e da saúde no ambiente profissional. Em nota oficial, a C&A informou que não comenta processos judiciais em andamento, ressaltando apenas que mantém compromisso com a ética, a integridade e a promoção de um ambiente de trabalho pautado pelo respeito e pela dignidade de todos os seus colaboradores.

📍 Contexto RegionalO fato possui recorte confirmado para Santos/SP, município localizado na região de Santos.

Contexto da publicação

  • Localidade: Santos/SP.
  • Tema: Cidades.
  • 1 fonte consultada nesta publicação.

Este resumo editorial foi elaborado a partir das referências listadas. Para conferir detalhes, contexto completo e atualizações, consulte a publicação original.

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