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Arroba do boi gordo dispara no começo de outubro e atinge R$ 380 em São Paulo

Agro•Atualizado há 4 h
Arroba do boi gordo dispara no começo de outubro e atinge R$ 380 em São Paulo
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• O que aconteceu:O mercado brasileiro de pecuária iniciou outubro com uma valorização expressiva no preço do boi gordo. O Indicador do Cepea/Esalq atingiu um novo patamar histórico, alcançando a média de R$ 373,25 por arroba. Esse movimento de alta representa um crescimento de 2,81% em comparação aos valores registrados na semana anterior, refletindo um cenário de oferta restrita de animais prontos para o abate em diversas regiões do país.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O mercado brasileiro de pecuária iniciou outubro com uma valorização expressiva no preço do boi gordo. O Indicador do Cepea/Esalq atingiu um novo patamar histórico, alcançando a média de R$ 373,25 por arroba. Esse movimento de alta representa um crescimento de 2,81% em comparação aos valores registrados na semana anterior, refletindo um cenário de oferta restrita de animais prontos para o abate em diversas regiões do país.

Em São Paulo, estado que serve como referência para as negociações nacionais, a arroba foi comercializada em uma faixa que variou de R$ 365 a R$ 375, com registros pontuais de transações chegando a R$ 380. A escassez de oferta tem gerado dificuldades para que os frigoríficos consigam completar suas escalas de abate, que atualmente oscilam entre três e oito dias. A tendência de alta não se restringiu ao mercado paulista, sendo observados reajustes de R$ 5 por arroba em praças como o Triângulo Mineiro, o leste e centro-sul da Bahia e o Pará.

No setor atacadista, os preços da carne bovina também registraram elevação, embora em um ritmo inferior ao observado na arroba do boi. O traseiro bovino teve uma valorização semanal de 1,6%, enquanto a ponta de agulha subiu 0,9% e o dianteiro avançou 0,6%. A carcaça casada, que engloba esses cortes, atingiu a média de R$ 25 por quilo à vista, um aumento de 1,2% no período. Esse descompasso entre a alta da matéria-prima e o repasse ao produto final tem provocado um estreitamento nas margens de lucro da indústria frigorífica.

O mercado de reposição acompanha a tendência de firmeza observada em toda a cadeia produtiva. A oferta limitada de animais para reposição sustenta os preços elevados, com o Indicador do Bezerro Cepea/Esalq, em Mato Grosso do Sul, atingindo a média de R$ 3.467,50 por cabeça à vista. A combinação entre a restrição de oferta e a demanda constante mantém os preços em patamares elevados, sem sinais imediatos de arrefecimento nas cotações para os próximos dias, dado que a dificuldade de encontrar animais para reposição e abate permanece como o principal fator de pressão sobre o mercado.

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  • Tema: Agro.
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